domingo, 24 de agosto de 2008

Nem quem é fã aguenta essa

Tudo bem que gosto de Bob Dylan. Mas dessa vez ele foi longe demais. Loiro e de chapinha!!!
A foto a seguir foi registrada no Festival de Cinema de Sundance em 2003.
Além de revolucionar a música nos anos 60, acredito que ele tenha lançado o estilo emo também.
Parece o Zé Bonitinho loiro! O pior de tudo é que não é montagem. Aqui está o link para a página onde encontrei esta pérola.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Fábulas urbanas

Parte 3
Os olhos não podem crer
Era o número da bomba de gasolina que o funcionário do posto gritava. "Dezesseis, dezesseis." Gritava repetidas vezes. Dezesseis. Isso deveria lembrar alguma coisa. "Dezesseis, dezesseis." Mas o que poderia ser? De repente, como se fosse um cometa que reparte o céu em dois, a porta se abre e um quase fantasma aparece. Com um vestido vermelho quase inconcebível, seus lábios úmidos e seus olhos desconfiados adentra à loja a loira cuja alma já estava perdida. Sua voz, após um pequeno vacilo, escoa para fora: "Dorothy?"

NonSense nas Olimpíadas

Estive olhando o quadro de medalhas das Olimpíadas e reparei algo interessante. Se a NonSense fosse um país e se estívessemos competindo, neste exato momento estaríamos na 166º colocação. Estaríamos melhor colocados do que países de grande tradição esportiva, como por exemplo: Palau, Samoa Americana, Santa Lúcia, Tonga e Turcomenistão. Em relação à America do Sul estaríamos em ótima colocação, deixando para trás os fracos Paraguai, Peru, Uruguai e até a consagrada Venezuela!
Emoção dos atletas nonsensicos estampada nos rostos.
Já aproveito para sugerir a criação Jogos NonSensícos! O slogan para o Galvão Bueno anunciar os eventos poderia ser: Olímpiadas NonSense 2016: muito mais emoção para vocêis.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Fábulas urbanas

Parte 2
A hora errada
O sol queimava sua pele como nos dias em que havia ficado perdido no deserto. Mas desta vez, pensou, não estou sozinho. Correu para um posto de gasolina para se proteger do calor e dos capangas de J.B. Thomas que o perseguiam. "Malditos sejam". Entrou na loja de conveniências e se escondeu por entre as prateleiras. Sua visão entrecortada por um pacote de ração Shuffles para gatos e algumas garrafas de Springle's que estavam na promoção de terça-feira. Leve três, pague duas. Se não estivesse naquela esrascada teria aproveitado a oferta. Dezesseis. Dezesseis.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Escavações revelam ovo dourado de lhama em ruínas dos Andes

Sim, eu sei. Isso não faz o menor sentido. E também não tem graça. Mas, e daí?

CENSURA JOINHA!!

Para evitar problemas judiciários futuros resolvemos o problema da sociedade com uma tarja preta. Desta forma, o que os olhos não vêem o coração não sente.

GUITARRA JOINHA!!



Mais uma pra série "joinhas ao redor do mundo".

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Fábulas urbanas

Parte 1

Uísque e Cigarro

Ele parecia ancioso. Olhou o relógio como quem não acredita na realidade que se desenha à sua frente.

Pediu mais um uísque, "Gelo", disse ele. Acendeu o cigarro e pensou que este poderia ser o último. Lembrou do primeiro cigarro. Seu primo, um pouco mais velho do que ele, porém bem mais experiente, lhe ofereceu. Pensou em recusar, mas não queria se parecer com um moleque de fraldas. Tragou e quase morreu.

Seu primo riu e lhe deu o maço. Desde aquele dia nunca faltaram cigarros para John.

Olhou o relógio mais uma vez, tomou um gole do uísque e morreu.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

LHAMA JOINHA!!


momento surreal no caminito.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

NonSense apresenta: Guigo's Collection

Os melhores Guigos dos anos 80 e 90 de volta para você curtir com toda a família.


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quarta-feira, 18 de junho de 2008

terça-feira, 10 de junho de 2008

el negro jefe

Acho que hoje em dia falta peito. Na maioria da sociedade e também , e principalmente, na música. O que acontece é um acesso de "bunda molisse" muito grande.
Em 1950, houve um episódio na história, que foi o maracanazzo. Houve uma Copa do Mundo neste ano, e como todos sabem, o Brasil jogava em casa e era favorito. No último jogo, o Brasil dependia de um empate contra o Uruguai. Mas não satisfeito a faceira seleção brasileira, que na época não era canarinho, pois jogava com camisas brancas, marcou 1x0 aos 47 min do primeiro com Friaça. Uma hora antes de começar a partida, jornais já vendiam posters com a chamada "Brasil Campeão do Mundo". Reza a lenda que os jogadores uruguaios urinaram nestes jornais, todos eles, entrando em campo com os brios acesos. Aos 47 min, o capitão uruguaio Obdulio Varela vai aos fundos da sua rede, e pega a bola, coloca-a embaixo do braço e a leva até o meio campo. Não se mostrou nem um pouco abalado. Atravessou cada metro do gramado com a cabeça firme, erguida. Foi o maestro daquela virada. Isto é um capitão. 200 mil pessoas, uma nação inteira contra, e o placar adverso. Nada abalou Obdulio. Implacavel, destemido, raça, coragem, não se jogava apenas a partida, mas sim a honra, a hombridade uruguaia. E o castigo brasileiro veio. Schiaffino aos 66 e depois o carrasco Ghiggia, que afirmava que apenas 3 pessoas no mundo calaram o maracanã: ele, o Papa e Frank Sinatra, aos 79 min, destruiram os abalados jogadores brasileiros. Obdulio Varela era sem dúvida, um homem de coragem. Eu admiro Obdulio Varela.
Em 1968, uma banda chamada MC5, foi convidada para tocar num festival chamado Festival da Vida, em Chicago. Esta banda era já famosa pelos suas idéas revolucionarias e contra o sistema americano. No entanto, naquele agosto de 68, ela realmente comprovou essa postura, diferente de outros artistas da contra-cultura. A prefeitura de Chicago não deu autorização para ocorrer o evento, mas ele realizou-se assim mesmo. Os organizadores não deram bola para prefeitura.
As bandas que iriam tocar naquela tarde todas se acovardaram, menos o MC5. Depois de atiçar o público com a música, John Sinclair, líder dos White Panters, grupo revolucionário e e também empresário do MC5, fez seu discurso inflamado. Allen Ginsberg cantou "Hare Krishna" e "The Grey Monk", seguido de outro set com o MC5 novamente inflamando o público. Momentos depois de terminarem de tocar, a polícia, que assistia tudo à distância, entra pelas bordas do parque e passa a atacar a todos, indiscriminadamente. Eles subiram ao palco, e tocaram, como prometido, para depois serem recebidos a cacetes e balas de borracha. Com certeza homens de princípios. Eu admiro o MC5.
Falta princípios, falta coragem, falta hombridade.
Eram tempos, onde a honra estava em jogo.
Acho que talvez esse tempo volte. Acho que somos parceiros de tentar melhorar.
Falta o Obdulio e o MC5.