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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

sem título (e daí)

Exatamente no dia 30/12/2007 (hoje completa 1 aninho), comprei minha primeira harmônica. Também conhecida como gaita de boca, é instrumento constituído basicamente por duas chapas metálicas montadas sobre uma estrutura de plástico ou madeira com pequenos vãos por onde o ar se desloca. Quando o ar é soprado em um orifício, uma palheta se move. Se for aspirado outra palheta se move. Desta forma são produzidas 2 notas diferentes. As gaitas que utilizo são conhecidas como diatônicas. Elas possuem apenas as notas da escala natural do tom em que estão afinadas. Para reproduzir as outras notas são necessário algumas técnicas.
Ao comprar a tal gaita de boca não tinha a mínima noção de como tocar (claro, eu sei que é só soprar e chupar). Mas me refiro à disposição das notas, técnicas para produzir efeitos e tudo mais. Fui pra praia com a gaita e um suporte para poder tocar violão e gaita simultaneamente. Fiquei tentando tocar e não fui lá muito feliz, vou ser sincero. Mas não desisti!
Ao voltar para Porto Alegre após as festas de fim de ano, fui visitar o Mestre Google. E assim comecei a descobrir os segredos deste instrumento divertido, elegante, portátil e simpático. Bends, vibratos, overblows... e comecei a aprender!
O primeiro vídeo que assisti foi esse:
O resultado, foi esse:
Quando fui pra rua pela primeira vez, não sabia tocar direito ainda. Mas fui assim mesmo! E tocando todos os dias, desafinando dezenas de gaitas ao longo de um ano, assistindo à centenas de vídeos acabei aprendendo um pouco. Posso dizer que já engano um pouco, mas sempre temos mais para aprender, é claro. Por exemplo, agora estou aprendendo a afinar as gaitas!! De qualquer forma, só queria desejar que 2009 seja muito bom para todos. Acredito que não será tão revolucionário para mim, como foi 2008, mas quem poderá saber? Para todos que acompanharam os shows e loucuras da NonSense - A Banda nesse ano, fica meu grande abraço. Para os que não puderam ir aos shows devido à distância ou outros fatores justificáveis, espero que em breve possam curtir nossas músicas ao vivo. Para os que ficaram se fazendo de leitão e não foram ao shows, vão tomar no cú.
Até a próxima!

domingo, 24 de agosto de 2008

Nem quem é fã aguenta essa

Tudo bem que gosto de Bob Dylan. Mas dessa vez ele foi longe demais. Loiro e de chapinha!!!
A foto a seguir foi registrada no Festival de Cinema de Sundance em 2003.
Além de revolucionar a música nos anos 60, acredito que ele tenha lançado o estilo emo também.
Parece o Zé Bonitinho loiro! O pior de tudo é que não é montagem. Aqui está o link para a página onde encontrei esta pérola.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Macaco é esmagado por Bob Dylan ao vivo no Japão

O polêmico astro do folk-rock volta a inovar. Desta vez ele está sofrendo críticas de toda a classe de defensores dos animais, inclusive da AFCC e também da FGDS, órgãos responsáveis pela preservação das reservas da LHGC IV. O apoio das comunidades WRYT-PKDJ e QWEASD foi importantíssima para que a denúncia aos maus tratos aos animais viessem a tona.

Nossa equipe, sempre atenta às atrocidades cometidas pelos astros do rock contra animais indefesos flagrou o crime.


Uma imagem exclusiva deste crime ediondo:

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Quando as canções fazem sentido

Episódio de hoje: Bob Dylan

Existem aquelas músicas que tocam seu coração. Parece que a mensagem do autor é o que você quer ouvir naquele exato momento.

Outras canções (que muitas vezes você não entende uma palavra sequer da letra) mas que possuem uma melodia que faz até o mais bruto dos vaqueiros do Texas virar uma mocinha melosa.

Outras não possuem nem letra: um belo instrumental é o suficiente para despertar os sentimentos que se ocultam por debaixo daquela camada de frieza que você tenta demonstrar. E não estou falando de solos de sax do Kenny G ou de canções "mela cueca" do Love Songs da Cidade (com Arlindo Sassi).
Uma nota bem colocada num solo do David Gilmour, o timbre da guitarra do B.B. King ou até a gaita de boca esganiçada do Bob Dylan são capazes de fazer uma lágrima escorrer do seu olho esquerdo. O Hanson já me fez chorar, acreditem!

Isso me faz lembrar de uma história bem peculiar. Naquela noite 75% da banda estava reunida no bar Mediterrâneo (só faltava o Guigo). Estávamos lá tomando uma cerveja e tocando uma viola, quando adentra o recinto um senhor de cerca de 50 anos (eles já estava bem alto, se vocês me entendem).
Continuamos tocando e ele pediu: "Toca Creedence!". Tocamos. "Toca Led". Tocamos. "Toca The Doors". Tocamos também.
O cara sentou e disse: "Eu sou o Cigano." Depois de alguma conversa sem muito fundamento começamos a tocar "I wish you were here" e o cara não se aguentou. Se abraçou em mim e começou a chorar como uma criança que havia perdido seu Hot Wheels favorito. Tocamos o coração do Cigano, profundamente. Talvez tenha sido uma das demonstrações de emoção mais honestas que eu já tenha presenciado (em um local público).
No fim das contas ele tirou um baralho de tarot do bolso e leu nossa sorte. Não posso contar o que ele disse, pois afinal, ele pediu segredo. E ainda nos convidou pra comer uma galinhada na casa dele. Em todo caso, tenho o endereço dele anotado, caso alguém se interesse para uma consulta...

E o Bob Dylan? Este é o motivo pelo qual estou escrevendo hoje. Quando as canções fazem sentido. Sem utilizar nenhuma forma metafórica ou filosófica, ontem presenciei a canção "Knockin' on Heavens Door" enquanto a ouvia, no meio da rua. Aí está ela...

"That big black cloud is comin' down..."