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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Enquete

Não sei se os frequentadores deste blog perceberam, mas havia uma enquete sobre "Como você chegou a este blog?" Como a votação chegou ao fim, vamos revelar o resultado:
6º lugar - Um amigo me trouxe aqui: 6%
5º lugar - Pelo Orkut: 9%
4º lugar - Pelo Google: 9%
3º lugar - Por engano: 15%
2º lugar - Não cheguei: 21%
1º lugar - De bicicleta: 37%

Com este resultado chegamos a seguinte conclusão:
1 - Os amigos valem ouro, pois não fazem as pessoas perderem tempo lendo este blog absurdo.
2 - Google e Orkut não servem pra nada.
3 - Existem pessoas perdidas na Internet, pois muitas chegaram aqui por engano e outras nem chegaram, e finalmente
4 - Nossos leitores são ecologicamente corretos.

Votem na próxima enquete, ali na direita: "
Quando vivermos em Marte, qual será o Hino da Colonização?"

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

sem título (e daí)

Exatamente no dia 30/12/2007 (hoje completa 1 aninho), comprei minha primeira harmônica. Também conhecida como gaita de boca, é instrumento constituído basicamente por duas chapas metálicas montadas sobre uma estrutura de plástico ou madeira com pequenos vãos por onde o ar se desloca. Quando o ar é soprado em um orifício, uma palheta se move. Se for aspirado outra palheta se move. Desta forma são produzidas 2 notas diferentes. As gaitas que utilizo são conhecidas como diatônicas. Elas possuem apenas as notas da escala natural do tom em que estão afinadas. Para reproduzir as outras notas são necessário algumas técnicas.
Ao comprar a tal gaita de boca não tinha a mínima noção de como tocar (claro, eu sei que é só soprar e chupar). Mas me refiro à disposição das notas, técnicas para produzir efeitos e tudo mais. Fui pra praia com a gaita e um suporte para poder tocar violão e gaita simultaneamente. Fiquei tentando tocar e não fui lá muito feliz, vou ser sincero. Mas não desisti!
Ao voltar para Porto Alegre após as festas de fim de ano, fui visitar o Mestre Google. E assim comecei a descobrir os segredos deste instrumento divertido, elegante, portátil e simpático. Bends, vibratos, overblows... e comecei a aprender!
O primeiro vídeo que assisti foi esse:
O resultado, foi esse:
Quando fui pra rua pela primeira vez, não sabia tocar direito ainda. Mas fui assim mesmo! E tocando todos os dias, desafinando dezenas de gaitas ao longo de um ano, assistindo à centenas de vídeos acabei aprendendo um pouco. Posso dizer que já engano um pouco, mas sempre temos mais para aprender, é claro. Por exemplo, agora estou aprendendo a afinar as gaitas!! De qualquer forma, só queria desejar que 2009 seja muito bom para todos. Acredito que não será tão revolucionário para mim, como foi 2008, mas quem poderá saber? Para todos que acompanharam os shows e loucuras da NonSense - A Banda nesse ano, fica meu grande abraço. Para os que não puderam ir aos shows devido à distância ou outros fatores justificáveis, espero que em breve possam curtir nossas músicas ao vivo. Para os que ficaram se fazendo de leitão e não foram ao shows, vão tomar no cú.
Até a próxima!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Visões de Porto Alegre

Parte 1

Após um período afastado das postagens, volto agora com força total! Vou aproveitar o dia de hoje para compartilhar algumas imagens que vejo por aí.
Quando estou no lombo da bicicleta minha percepção se aguça. Primeiramente, em relação aos veículos inimigos. Segundamente, em relação aos ambientes que percorro. É impressionante a diferença entre os bairros: são pequenas cidades isoladas entre si e interligadas apenas pelo fato de estarem dentro de Porto Alegre, por exemplo.

Saio da minha casa (no bairro Humaitá) e o que vejo são crianças brincando no meio das ruas, alguns casebres ao longo da Av. A.J. Renner e esgotos transbordando. Faço todo o esforço do mundo para não passar naquela "água". O Creedence toca Tombstone Shadow em meus ouvidos. E então vejo isto:
Pior a emenda...

Seguindo pela Av. Farrapos o cenário já muda um pouco: muita sujeira espalhada pelas ruas, o fluxo de caminhões e ônibus parece querer acabar com todo e qualquer ciclista que tente se arriscar a disputar um metro de asfalto com eles. Também é a região do meretrício. Já vi muita cena estranha por ali. Também vi este belo anúncio:
Pelo menos está no plural

Sigo meu caminho observando a paisagem e curtindo Stone Free do Mr. Hendrix nos fones de ouvido. Ela me faz sentir como se eu tivesse guiando uma Harley-Davidson 1969! Após uma manobra arriscada na esquina da Rua Garibaldi a paisagem começa a ficar mais agradável: ruas arborizadas, ar fresco e uma bela subida para testar meu fôlego. Mas a recompensa virá em breve.

Na Av. Osvaldo Aranha circulam alguns maloqueiros, roqueiros, hippies, punks e mods que de alguma forma se encaixam no som que estou ouvindo. Os Beatles dando lição de moral em Revolution (se bem que prefiro a #9).
Ah, finalmente: Lancheria do Parque. Vamos hidratar o corpinho!
Abacaxi ou melancia? Manda os dois!

Bom, agora é hora de seguir o caminho e adentrar o parque Farroupilha. Misto de maconheiros, velhinhas com cachorros hiper-ativos, malabaristas e intelectualóides de plantão. Quando você está no centro do parque já não ouve mais os carros e ônibus freneticamente indo para qualquer lugar. Na verdade para todos os lugares. Aonde quer que você vá, lá eles estarão! Só um pouquinho. Aqui não. Aqui é meu econderijo ( ou quase isso).
Parque Farroupilha todo mundo conhece. Mas esse lugar...

Após descansar o corpo e colocar as idéias no lugar, é hora de voltar pra casa. Quem está me incentivando a seguir em frente agora são os Mutantes. Chegou a hora de Desanuviar! Encarar o vento no rosto, as árvores, a subida, a descida, as meretrizes, a sujeira, o barulho, os caminhões e a escadaria do meu prédio...

E após essa pequena jornada me sinto pronto pra começar mais uma vez. E até quem sabe contar alguma história mais interessante na próxima vez.