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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Tâmo junto
A música é uma maldição. Depois que tu é enfeitiçado, não consegue mais sair desta vida severina!
E tu te dá conta que não vai mais conseguir viver sem ela, nem que pra isso tenha que passar fome, frio, calor, cansaço, raiva, etc.
O pior que a maldição da música, eu vou te dizer o que é: é a maldição da banda.
A maldição da banda é quando tu percebe que não vai conseguir tocar com outras pessoas a não ser aquelas da tua banda. Aquelas que ficaram contigo nos piores momentos, que viraram tua família.
Mas são as mesmas que tu quer esganar ás vezes, que tu não entende como que elas conseguem pensar tão diferente de ti, e o pior, como tu consegue AMAR elas?
É droga que vicia...pior do que crack, são as maldições!
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Eu e o myspace
O problema do myspace é que, agora, parece que ele se tornou um verdadeiro campo de concentração do "limbo do rock", onde as pessoas tentam desesperadamante sair dele, sendo salvos pela fama.
"comenta lá, ouve minhas músicas, vê minhas fotos, diz pros outros que gostou"...
tudo isso soa meio desesperador.
É a corrida desenfreada pela fama,
Na geração que não compra mais cd's.
Não me levem a mal, não é que eu sou contra o myspace. Aliás,muito pelo contrário. É um excelente cartão de visitas. O problema é o jeito que as pessoas estão usando ele. O problema é o apelo que alguns artistas fazem, até mesmo ao encontrarem seus ídolos lá como se, ao serem escutados por essas pessoas, (plim!) a vida poderia mudar.
"porque ele vai se apaixonar por meu som, e vai me indicar pra alguém, e vou arrumar um produtor, e vou ficar famoso".
Sim, tem gente que pensa isso. Aí, vira de novo aquela babação-de-ovo. "ai, sou seu fã, mestre pra lá, mestre pra cá"
Repito, nada contra. Quem quiser bajular as pessoas que admira, que ótimo. Assim como também quem não quer.
Eu só não acho que o myspace foi criado com esse intuito.Do puxa saquismo, sabe?
Tem outra coisa que me irrita profundamente no myspace: banda cover. Masoquié que uma banda cover faz no myspace?
E não me venham com a ladainha de que "não pode, não deixam", porque já conheci muita gente que mexeu as patinhas e entrou "de gaiato" na história.
Eu sei que esse texto ficou meio confuso, por isso mesmo vou parar por aqui...
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Voltando no tempo
Outro dia uma senhora me mostrou essa música e achei fantástica. Eu conhecia apenas Lua e Flor e Bandolins do Oswaldo Montenegro, mas esta em minha opinião é ainda melhor. Chama-se A Lista. Eu não consegui evitar de fazer a minha regressão...
Estudava no CEFET-RS em Pelotas, estava me formando no Curso Técnico em Eletrônica e trabalhava em Canguçu na manutenção de equipamentos eletrônicos (receptores de TV via satélites, portões automáticos, alarmes, TV's, etc.).
Como éramos os formandos naquele ano, os outros passageiros dos ônibus que nos levavam para a escola à noite eram obrigados a nos respeitar ou sofriam as consequências (ficar pelado durante a viagem, ter o material apreendido e que só apareceria alguns dias depois em algum lugar absurdo, entre outras coisas).
Tomava vinho com guaraná antes das aulas. E depois das aulas. E durante as aulas. Sentia saudades de fazer o programa de rádio com meu irmão na Rádio Cultura AM e fazia bicos como papagaio da Claro (na época Claro Digital).
Foi em 1999 a primeira vez que morei sozinho, em um apartamento no centro de Canguçu. Comia arroz e hamburger com ovo quase todos dias.
Nessa época tive vários casinhos amorosos. Estava em uma boa fase, talvez porque ainda tivesse cabelos e fosse magro... Eu estava apaixonado por uma guria chamada Alexandra e consegui ficar com ela na noite do lançamento do Legião Urbana Acústico, que foi transmitido ao vivo pela Atlântida que repassou o sinal da MTV. Também gostava muito de ouvir o Programa do Mr. Pi na Atlântida.
Neste ano comecei a aprender a tocar violão. Minhas primeiras interpretações foram: Medo da Chuva (Raul), Que país é esse? (Legião), Last Kiss (Pearl Jam). Nunca imaginei tocar em uma banda ou ainda mais viver de música, tocando nas ruas e bares do mundo.
Mas, hoje estou aqui: barbudo, pançudo, quase careca e cada vez mais louco e angustiado com o futuro. Mas continuo tocando a vida... literalmente.
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você já desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
e por aí vai...
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você já desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
e por aí vai...
Há dez anos atrás... 1999... me lembro claramente. Meu apelido era "Verde". Poucos sabiam meu nome real...
Estudava no CEFET-RS em Pelotas, estava me formando no Curso Técnico em Eletrônica e trabalhava em Canguçu na manutenção de equipamentos eletrônicos (receptores de TV via satélites, portões automáticos, alarmes, TV's, etc.).Como éramos os formandos naquele ano, os outros passageiros dos ônibus que nos levavam para a escola à noite eram obrigados a nos respeitar ou sofriam as consequências (ficar pelado durante a viagem, ter o material apreendido e que só apareceria alguns dias depois em algum lugar absurdo, entre outras coisas).
Tomava vinho com guaraná antes das aulas. E depois das aulas. E durante as aulas. Sentia saudades de fazer o programa de rádio com meu irmão na Rádio Cultura AM e fazia bicos como papagaio da Claro (na época Claro Digital).
Foi em 1999 a primeira vez que morei sozinho, em um apartamento no centro de Canguçu. Comia arroz e hamburger com ovo quase todos dias.Nessa época tive vários casinhos amorosos. Estava em uma boa fase, talvez porque ainda tivesse cabelos e fosse magro... Eu estava apaixonado por uma guria chamada Alexandra e consegui ficar com ela na noite do lançamento do Legião Urbana Acústico, que foi transmitido ao vivo pela Atlântida que repassou o sinal da MTV. Também gostava muito de ouvir o Programa do Mr. Pi na Atlântida.
Neste ano comecei a aprender a tocar violão. Minhas primeiras interpretações foram: Medo da Chuva (Raul), Que país é esse? (Legião), Last Kiss (Pearl Jam). Nunca imaginei tocar em uma banda ou ainda mais viver de música, tocando nas ruas e bares do mundo.
Mas, hoje estou aqui: barbudo, pançudo, quase careca e cada vez mais louco e angustiado com o futuro. Mas continuo tocando a vida... literalmente.
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terça-feira, 28 de abril de 2009
Tempo passa
Hoje estávamos Ana, Charles e eu conversando e nosso rico guitarrista nos lembrou que em julho estamos comemorando 4 anos de banda. Meu deus, como o tempo passa! Não vou dizer que parece que foi ontem, porque pra mim não parece. Voltando para casa lembrei da primeira vez que eu e o Charles fizemos uma música, que foi a Quando Eu Ficar Famoso. Essa foi a primeira música que ajudei a compor na minha vida. Lembro que estávamos voltando de um ensaio e sentamos num bar e dissemos "vamos fazer uma música, agora.". Anotamos a letra numas folhas de uma propagando do Nacional, aliás, há boatos que estas folhas ainda estão conservadas na casa do Charles. Sentados lá, tiramos a guitarra e desplugada mesmo o intrépido intérprete inventou um riffzinho na hora e é o que rola até hoje. Algumas semanas depois, colocamos as partes lentinhas da música, que era para ser só de brincadeira mas acabou entrando.
Até que é legal esse lance de fazer uma canção.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Pouco mais de 3 anos
A NonSense – A Banda existe a 3 anos e alguns meses, algo como 4 ou 5 meses. Não sei se todos sabem, mas eu faço terapia. E com psiquiatra mesmo. Psicólogo é coisa de, sei lá, é para amadores. O que isso tem a ver? Algumas coisas. Vamos retomar, estamos a quase 3 anos e meio com essa banda e aonde chegamos? Isso foi assunto que tratei em minha terapia. Para mim, não tínhamos chegado a lugar algum. E vi, que mais uma vez estava em meus acessos de baixa auto-estima. Eu por exemplo, aprendi a tocar extremamente tarde, com 19 anos, e aprendi em meio a uma banda. Não sabia direito sobre música, mas já tinha uma banda. Isso me ajudou. E contando isso numa sessão, a minha terapeuta fez uma pergunta bastante simples, mas também intrigante. Se eu tivesse a oportunidade, de com 19, vislumbrar isso que sou hoje, eu seria meu próprio fã? Essa pergunta me deixou pensativo. Primeiro, porque muita coisa mudou desde que tive 19 anos. Idéias, conceitos, enfim, um universo de coisas. Precisei fazer um exercício um pouco especulativo. Me imaginei com 19, e concluí que sim, eu seria meu fã. Eu me idolatraria eu acho. Ta, legal, mas o que isso tem a ver com a banda? Tudo. Pois estendi essa espécie de especulação imaginativa para a posição que ocupamos hoje, como banda nessa história de música. Deixando a falsa modéstia de lado, é inegável o quanto crescemos. Na verdade, eu diria q estamos de parabéns. Uma vez a Ana e eu estávamos conversando sobre isso. Que inegavelmente temos méritos. Saímos literalmente do nada. Não nos conhecíamos, não sabíamos tocar muito bem nossos instrumentos, não éramos amigos de ninguém importante, não tínhamos noção de como se atuar para o público, nenhum de nós tinha feito uma música sequer na vida, não tínhamos pistolão nenhum. Éramos 4 pessoas ali, formando mais uma banda desconhecida como sempre. E 3 anos depois, estamos aí. E sempre tivemos apenas a nós mesmos e a alguns poucos, mas fiéis, colaboradores. Nada profissional. Na verdade ainda não chegamos nem perto de nada, nem do objetivo que é se sustentar com a banda. Mas é bom, nós mesmos, que somos nossos maiores e principais críticos, parar um pouco e saber que estamos fazendo um bom trabalho. Este ano que passou, 2008, foi o ano mais importante para a NonSense. Tocamos em festivais de maior porte, com bandas já um pouco mais conhecidas. Tomamos decisões importantes em nossas vidas particulares, que refletiu na banda. Finalmente nos pagaram para tocar em alguns shows que fizemos. Isso é quase surreal, sabe. Nós somos uma banda que toca só música própria, e alguém nos pagou para tocar somente nossos sons. É inacreditável, Que sensação maravilhosa! Fiz muitas das músicas que tocamos aqui no meu quarto, com meu violãozinho, anotei os acordes no papel, ou eu e o Charles bebendo vinho lá na casa dele. E rindo das bobagens que escrevíamos. E hoje essas bobagens é o que o pessoal escuta nos nossos shows. Como disse antes, a auto-estima não é o meu forte. No entanto, hoje eu tenho orgulho do que fiz e faço na banda. Muito orgulho mesmo. E isso é muito bom, pois ali com certeza, tá um pedaço de mim.
Sei lá porquê, mas tava tentando achar uma imagem para este post, e decidi colocar uma do Christopher Walken
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