A hora errada
O sol queimava sua pele como nos dias em que havia ficado perdido no deserto. Mas desta vez, pensou, não estou sozinho. Correu para um posto de gasolina para se proteger do calor e dos capangas de J.B. Thomas que o perseguiam. "Malditos sejam".
Entrou na loja de conveniências e se escondeu por entre as prateleiras.
Sua visão entrecortada por um pacote de ração Shuffles para gatos e algumas garrafas de Springle's que estavam na promoção de terça-feira. Leve três, pague duas. Se não estivesse naquela esrascada teria aproveitado a oferta.
Dezesseis. Dezesseis.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
CENSURA JOINHA!!
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Fábulas urbanas
Ele parecia ancioso. Olhou o relógio como quem não acredita na realidade que se desenha à sua frente.
Pediu mais um uísque, "Gelo", disse ele. Acendeu o cigarro e pensou que este poderia ser o último. Lembrou do primeiro cigarro. Seu primo, um pouco mais velho do que ele, porém bem mais experiente, lhe ofereceu. Pensou em recusar, mas não queria se parecer com um moleque de fraldas. Tragou e quase morreu.
Seu primo riu e lhe deu o maço. Desde aquele dia nunca faltaram cigarros para John.
Olhou o relógio mais uma vez, tomou um gole do uísque e morreu.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
NonSense apresenta: Guigo's Collection
quarta-feira, 18 de junho de 2008
terça-feira, 10 de junho de 2008
Acho que hoje em dia falta peito. Na maioria da sociedade e também , e principalmente, na música. O que acontece é um acesso de "bunda molisse" muito grande.
Em 1950, houve um episódio na história, que foi o maracanazzo. Houve uma Copa do Mundo neste ano, e como todos sabem, o Brasil jogava em casa e era favorito. No último jogo, o Brasil dependia de um empate contra o Uruguai. Mas não satisfeito a faceira seleção brasileira, que na época não era canarinho, pois jogava com camisas brancas, marcou 1x0 aos 47 min do primeiro com Friaça. Uma hora antes de começar a partida, jornais já vendiam posters com a chamada "Brasil Campeão do Mundo". Reza a lenda que os jogadores uruguaios urinaram nestes jornais, todos eles, entrando em campo com os brios acesos. Aos 47 min, o capitão uruguaio Obdulio Varela vai aos fundos da sua rede, e pega a bola, coloca-a embaixo do braço e a leva até o meio campo. Não se mostrou nem um pouco abalado. Atravessou cada metro do gramado com a cabeça firme, erguida. Foi o maestro daquela virada. Isto é um capitão. 200 mil pessoas, uma nação inteira contra, e o placar adverso. Nada abalou Obdulio. Implacavel, destemido, raça, coragem, não se jogava apenas a partida, mas sim a honra, a hombridade uruguaia. E o castigo brasileiro veio. Schiaffino aos 66 e depois o carrasco Ghiggia, que afirmava que apenas 3 pessoas no mundo calaram o maracanã: ele, o Papa e Frank Sinatra, aos 79 min, destruiram os abalados jogadores brasileiros. Obdulio Varela era sem dúvida, um homem de coragem. Eu admiro Obdulio Varela.
Em 1968, uma banda chamada MC5, foi convidada para tocar num festival chamado Festival da Vida, em Chicago. Esta banda era já famosa pelos suas idéas revolucionarias e contra o sistema americano. No entanto, naquele agosto de 68, ela realmente comprovou essa postura, diferente de outros artistas da contra-cultura. A prefeitura de Chicago não deu autorização para ocorrer o evento, mas ele realizou-se assim mesmo. Os organizadores não deram bola para prefeitura.
As bandas que iriam tocar naquela tarde todas se acovardaram, menos o MC5. Depois de atiçar o público com a música, John Sinclair, líder dos White Panters, grupo revolucionário e e também empresário do MC5, fez seu discurso inflamado. Allen Ginsberg cantou "Hare Krishna" e "The Grey Monk", seguido de outro set com o MC5 novamente inflamando o público. Momentos depois de terminarem de tocar, a polícia, que assistia tudo à distância, entra pelas bordas do parque e passa a atacar a todos, indiscriminadamente. Eles subiram ao palco, e tocaram, como prometido, para depois serem recebidos a cacetes e balas de borracha. Com certeza homens de princípios. Eu admiro o MC5.
Falta princípios, falta coragem, falta hombridade.
Eram tempos, onde a honra estava em jogo.
Acho que talvez esse tempo volte. Acho que somos parceiros de tentar melhorar.
Falta o Obdulio e o MC5.
Em 1950, houve um episódio na história, que foi o maracanazzo. Houve uma Copa do Mundo neste ano, e como todos sabem, o Brasil jogava em casa e era favorito. No último jogo, o Brasil dependia de um empate contra o Uruguai. Mas não satisfeito a faceira seleção brasileira, que na época não era canarinho, pois jogava com camisas brancas, marcou 1x0 aos 47 min do primeiro com Friaça. Uma hora antes de começar a partida, jornais já vendiam posters com a chamada "Brasil Campeão do Mundo". Reza a lenda que os jogadores uruguaios urinaram nestes jornais, todos eles, entrando em campo com os brios acesos. Aos 47 min, o capitão uruguaio Obdulio Varela vai aos fundos da sua rede, e pega a bola, coloca-a embaixo do braço e a leva até o meio campo. Não se mostrou nem um pouco abalado. Atravessou cada metro do gramado com a cabeça firme, erguida. Foi o maestro daquela virada. Isto é um capitão. 200 mil pessoas, uma nação inteira contra, e o placar adverso. Nada abalou Obdulio. Implacavel, destemido, raça, coragem, não se jogava apenas a partida, mas sim a honra, a hombridade uruguaia. E o castigo brasileiro veio. Schiaffino aos 66 e depois o carrasco Ghiggia, que afirmava que apenas 3 pessoas no mundo calaram o maracanã: ele, o Papa e Frank Sinatra, aos 79 min, destruiram os abalados jogadores brasileiros. Obdulio Varela era sem dúvida, um homem de coragem. Eu admiro Obdulio Varela.
Em 1968, uma banda chamada MC5, foi convidada para tocar num festival chamado Festival da Vida, em Chicago. Esta banda era já famosa pelos suas idéas revolucionarias e contra o sistema americano. No entanto, naquele agosto de 68, ela realmente comprovou essa postura, diferente de outros artistas da contra-cultura. A prefeitura de Chicago não deu autorização para ocorrer o evento, mas ele realizou-se assim mesmo. Os organizadores não deram bola para prefeitura.
As bandas que iriam tocar naquela tarde todas se acovardaram, menos o MC5. Depois de atiçar o público com a música, John Sinclair, líder dos White Panters, grupo revolucionário e e também empresário do MC5, fez seu discurso inflamado. Allen Ginsberg cantou "Hare Krishna" e "The Grey Monk", seguido de outro set com o MC5 novamente inflamando o público. Momentos depois de terminarem de tocar, a polícia, que assistia tudo à distância, entra pelas bordas do parque e passa a atacar a todos, indiscriminadamente. Eles subiram ao palco, e tocaram, como prometido, para depois serem recebidos a cacetes e balas de borracha. Com certeza homens de princípios. Eu admiro o MC5.
Falta princípios, falta coragem, falta hombridade.
Eram tempos, onde a honra estava em jogo.
Acho que talvez esse tempo volte. Acho que somos parceiros de tentar melhorar.
Falta o Obdulio e o MC5.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Macaco é esmagado por Bob Dylan ao vivo no Japão
O polêmico astro do folk-rock volta a inovar. Desta vez ele está sofrendo críticas de toda a classe de defensores dos animais, inclusive da AFCC e também da FGDS, órgãos responsáveis pela preservação das reservas da LHGC IV. O apoio das comunidades WRYT-PKDJ e QWEASD foi importantíssima para que a denúncia aos maus tratos aos animais viessem a tona.
Nossa equipe, sempre atenta às atrocidades cometidas pelos astros do rock contra animais indefesos flagrou o crime.
Uma imagem exclusiva deste crime ediondo:
Nossa equipe, sempre atenta às atrocidades cometidas pelos astros do rock contra animais indefesos flagrou o crime.
Uma imagem exclusiva deste crime ediondo:
terça-feira, 6 de maio de 2008
Novidades no front (blog)
Primeiramente temos este vídeo engraçadíssimo, do programa de TV do futuro "Ow My Balls!".
Temos também a nova versão criada pela NonSense da ópera O Guarani, de Carlos Gomes. Dê o play aqui à direita. A música foi gravada no Caribbean Night, quarta dia 30/4/08 pela Paula!
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